segunda-feira, 31 de outubro de 2011

LIVRAMENTO - PINTURAS PRÉ-COLONIAIS


Foram descobertas novas evidências de pinturas rupestres, em Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, atribuídas a populações pré-coloniais. Estão em outra enorme pedra, com um abrigo natural, às margens do Rio Quati, a uns 8 km da nascente, na localidade de Boqueirão, no Distrito de Itanajé. Apesar de apresentar traços bem mais definidos, evidenciando claramente figuras de animais, as pinturas possuem características semelhantes às encontradas e tombadas no sítio Pedra do Sobradinho, na Fazenda Sobradinho, próximo ao povoado de Itaguassu, também em Livramento. Guiado pelo professor de geografia Wilton da Silva Oliveira, do Colégio Estadual João Vilas Boas, o repórter esteve no local e pôde observar também que se trata, aparentemente, de uma rocha de formação granítica, com graves danos, devido ao acendimento de fogo no local, na parte do abrigo onde se encontram os desenhos. Veja as fotos:


 

CIDADE PERDIDA - CHAPADA DIAMANTINA


       Neste ano, fez 20 anos da descoberta do Sítio arque­ológico chamado de “CI­DADE PERDIDA DE INGREJIL” na inóspita e inexplo­rada Serra das Almas abrangida pela Chapada da Diamantina, pró­xima ao município de livramento de Nossa Senhora no estado da Bahia.
Estudos e comparações efetuados no local, indicam que é um local de grande antiguidade. Datado de 2000 a.C. pelo expe­riente arqueólogo Gabriel Dannuzio Baraldi, descobridor do INGREJIL e também pelos arqueólogos Aurélio de Abreu e Luiz G. Moreira Junior, atual pesquisador dessa antiquíssima e importante ci­vilização que habitou nosso Brasil em uma época remota.
O trabalho desses arque­ólogos foi comprovado pelo famo­so e experiente pesquisador em cidades perdidas e Antigas Civili­zações, o norte americano David Hatcher Childress, que tem mais de 20 livros publicados sobre esse assunto e tem o cargo de Presidente da WEX-World Explorer Club. Estando no Ingrejil por diversas vezes comprovou a existência da Cidade Perdida.
A erosão nesse período de 4.000 anos não foi suficiente para apagar os vestígios dessa preciosa antiga civilização.
Por coincidência ou não, INGREJIL está na mesma latitude de MACCHU PICCHU, a Cidade Sagrada dos Incas, uma das mais importantes civilizações pré-colombianas que habitaram nosso vasto continente.
INGREJIL demonstra que era uma civilização autônoma pois tinha recursos próprios de sobrevivência, isso é um fato muito im­portante e semelhante á muitas civilizações evoluídas que habita­ram a América do Sul nos tempos antes de Cristóvão Colombo.
Um dos motivos que in­duziram a descoberta desse impor­tante sítio arqueológico foi através do “DOCUMENTO 512”, o qual se encontra na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e fez com que muitos pesquisadores nos últimos séculos partissem em busca da len­dária cidade perdida citada no mesmo sendo entre eles o Sir Ri­chard Burton e o famoso Coronel Fawcett.
             A maior repercussão aconteceu em agosto de 1984 com a divulgação pela TV GLOBO, no programa FANTÁSTICO que acompanhou uma expedição até o local.
maior objetivo de BYRALDI, seria o tombamento histórico e arqueológico do local, mais Baraldi faleceu em 2002 s realizá-lo.
 "Podemos notar com facilidade que o terreno aplainado artificialmente em vários pontos, isto era muito comum nas diversas culturas pré-colombianas em nosso continente e que tinham o costume de habiar lugares altos com recursos natuais próprios".
"Notamos também em toda a área do Ingrejil diversos alinhamentos que poderiam ser as fundações de antigas edificações".
Aligação de INGREJIL com a civilizações pré-colombianas parte de muitas semelhanças com as cidades dos antigos povos Andinos, segundo Luiz G. Moreira Jr. podemos notar essas semelhanças quando analisamos os trabalhos de corte em pedras, muito raro e praticamente in´pedito em sítios arqueológicos no território brasileiro.
em uma única escavação foi encontrado um muro de pedras encaixadas e de mesma espessura o qual a TV GLOBO estava presente e registrou esse fato.
Segundo Baraldi e Luiz a datação do INGREJIL seria por volta de 2.000 a.C., ou seja 4.000 anos de existência.
"Existem várias hipóteses para Ingrejil, poderia ser uma civilização com influência ou que influenciou as Civilizações Andinas pois sua datação é muito anterior a maioria dos povos Andinos". "Só as devidas escavações resgatará a história dessa enigmática Cidade Perdida" afirmou Luiz.
Fonte: Pesquisador  Luiz G. Moreira Jr.

sábado, 29 de outubro de 2011

QUILOMBO: RESGATE CULTURAL


Os quilombos surgiram na época da escravidão no Brasil, como uma forma de resistência dos escravos a toda sorte de humilhações e condições sub-humanas por que passavam. Os escravos "rebeldes" "fugiam" dos domínios do seu senhor para formarem grupos de resistência. Desse modo, por
todo o País, vários núcleos se formaram, dando origem aos quilombos.


Considerada uma das comunidades mais organizadas e populosas do município, a Comunidade Quilombola de Rocinha situa-se a 18 km da sede do município e possui uma população de 517 habitantes. Seus primeiros habitantes foram às famílias de Saturino Pereira e de Vicente Batista de Souza, cujos nomes nomes se perpetuam nas duas Escolas existentes na comunidade. O nome Rocinha surgiu devido à grande plantação de arroz existente naquela região na época em que havia super safra desses grãos em Livramento. Atualmente se produzem cana-de-açúcar, feijão, milho e mandioca, fabricam rapadura e doces e comidas típicas regionais como cuscuz, angu, farofa de andu, bolo de arroz, pirão de mandioca, leitoa e farofa de feijão catador com costela de porco, que são servidos por ocasião das festas de casamento ou religiosas, onde dançam e cantam o reisado e o tradicional pedengó, regado ainda a licor, quentão e cachaça que eles mesmos produzem em alambique próprio. Produzem artesanato, confeccionando cestas, vassouras, chapéus, esteiras com sisal, renda, crochê, bordado com linha de algodão. Possui na comunidade a figura da “benzedeira” cuja tradição vem desde os primeiros moradores, as quais fazem orações para curar o mau olhado e doenças leves, que são tratados com ervas e chás de raízes e folhagens.
Tempos atrás, o transporte de mercadorias e pessoas era feito por carros de bois, carroças e cavalos; hoje a comunidade desloca-se para a sede do Povoado de Itaguaçu e para a sede do município em automóveis ou motocicletas. É a única comunidade que possui uma Associação a qual foi fundada em 2011 pela família Castro Meira que lhe deu o nome da matriarca Nair de Castro Meira.

Fonte: Secretaria de Assistência Social - Livramento de Nossa Senhora